O rio e o porto o mar
Que se abre eu vejo-
-Os da mais alta varanda
Da lapa trafaria em frente painéis
De almada na gare marítima
Adivinhados para lá do corredor
Do rádio a voz de amália "cais
De outrora" podia tudo acabar
Neste agora outrora sem
Futuro e acabava bem.
Mostrar mensagens com a etiqueta «a paleta e o mundo». Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta «a paleta e o mundo». Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
VARANDA
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
«estesias»,
«mar»,
«o silêncio»,
Almada Negreiros,
Amália Rodrigues
quarta-feira, 25 de julho de 2012
INTERIOR EM NICE
Tudo me conduz a nice
O mar
O passeio dos ingleses sobre o mar
A varanda sobre o passeio dos ingleses sobre o mar
Essa portada de ripas verdes entreaberta a recordar
A maresia da infância.
Tudo me leva a nice
E a esse balcão onde
Me aguarda não sei
Se o amor não sei
Se a morte.
Mas tudo me conduz a nice.
23/25-VII-2012
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
«infância»,
«mar»,
«ser e não ser»,
Henri Matisse
sexta-feira, 6 de julho de 2012
«CHAPELARIA» DE AUGUST MACKE (1914)
Alheada
Vê as novidades da estação
Pensando no homem distante.
Não o sabe atolado
Nesse mesmo instante
Numa trincheira da flandres.
Alheado
Vê um capacete francês
E dispara.
5/6-VII-2012
Etiquetas:
«a guerra é a guerra»,
«a paleta e o mundo»,
August Macke
quarta-feira, 23 de maio de 2012
RETIRANTES
A miséria
A beleza
A tragédia.
(Portinari,Retirantes, 1944
Museu de Arte de São Paulo, Assis Chateaubriand).
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
«mundo cão»,
Candido Portinari
quarta-feira, 28 de março de 2012
JÚLIO, DO AR
Do ar júlio engenheiro jovem
Alto poeta pinta a menina que se
Dá ao bácoro burguês não
Faz mal pensa a menina três
Minutos de nojo o olfacto
Não estranha já.
Podia ser minha neta pensa
O burguês sebento bácoro
São três minutos de engano eu
Bácoro e sebento outros serão
Muitos mais foram.
Do ar júlio jovem pintor e
Alto poeta pensa que a miséria
Humana será lavada com tinta
Cor do sangue.
E chora.
5/6-III-2012
Júlio, O Burguês e a Menina
Centro de Arte Moderna, Lisboa
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
«da humanidade»,
«mundo cão»,
Júlio,
Saul Dias
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A MÁSCARA
O riso
A mofa
O escárnio
Para que se não repare neste pobre
Mamífero à mercê do acaso
A lisonja por seguro de vida
O desdém em fuga ao compromisso
O urro que apavora em confronto.
Ergo-me deste inferno
Burlão
Gatuno
Assassino se mo permitirem
Ergo-me consternado deste inferno em que vivo.
Que retrato é o meu?
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
James Ensor
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
PARIS, 1927
O que há nos olhos dum auto-retrato?
A coragem de ser em Paris 1927.
Estes olhos aguardavam de almada os olhos
O corpo o espírito.
Não sei de sarah sem almada
A não ser a suspeita levantada pelo
O que se ganhou?
O que se perdeu?
Sarah Affonso, Auto-Retrato, 1927
Col. particular
Etiquetas:
«a paleta e o mundo»,
Almada Negreiros,
Sarah Affonso
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
RETRATO DE ANTERO DE QUENTAL POR COLUMBANO (1889)
Camões póstumo de outra crise
Agonia do mesmo império máscara de fim
Génio inconsiderado santo impiedoso
Inconsolado e tenebroso órfão da ideia
Da vida viúvo.
(alterado, 29.XI.2012)
Agonia do mesmo império máscara de fim
Génio inconsiderado santo impiedoso
Inconsolado e tenebroso órfão da ideia
Da vida viúvo.
(alterado, 29.XI.2012)
Columbano Bordalo Pinheiro, Retrato de Antero de Quental, 1889
Museu do Chiado, Lisboa
Subscrever:
Mensagens (Atom)






