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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

FIM DE TARDE

Um pinheiro gigantesco guarda a pequena piscina diante do varandim. A relva decliva. Abertas as portadas, nos caixilhos os vidros como espelhos. Um potro passa por fora da vedação. 18 e 15 do 15 de Setembro de 2013. Um estúpido galo canta. Ainda não sacrificadas pelos incêndios, cobrem de verde os montes copas de incontáveis árvores. Um motor ao longe, na estrada que liga terras de bouro à estância termal do gerês. Um camião, por vezes percebe-se, a transbordar a água do fastio que brota destes cerros. Oiço a voz e o piano da nina simone em little girl blue, disco sem mácula. Bebo café em chávena dupla e preparo-me para fumar. Deixo de escrever

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O QUE PASSA

Um sol morno que perfura as nuvens e te aquece
Uns seios que apetece trincar
O cheiro molhado da terra
O cão que te abana a cauda
O encontro no chegar a casa
A ilusão de óptica nas jantes dum carro inglês
Aquela frase que te saltou do livro
O verso que veio ter contigo
Um looping de avioneta no céu de cascais
Um vestido curto de fêmea
Uma bica com café do nabeiro
Um sax que não se sabe de onde vem.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SE BOCAGE ME CHEGASSE

Se bocage me chegasse
Pelas bicas diárias
De nicola tanto padre
Tanto frade tanta freira
Tanta puta e josé agostinho
Oh tanta mama e tanto cu
Tanto bufo e poetiso tanta
Tia flausina do recanto
Mais sombrio da costa
Do sol se por bicas diárias
De nicola me chegasse
Bocage.

21-IX-2012